A cada ano, a chegada de março marca um período importante para consumidores e comerciantes brasileiros. O Dia do Consumidor, em 15 de março, não apenas celebra os direitos dos consumidores, mas também impulsiona o comércio ao redor do país, oferecendo uma série de promoções, condições especiais e atividades educativas. A data tornou-se um apelo de vendas e foi estendida por algumas lojas para “Semana do Consumidor” ou “Mês do Consumidor”. O Dia Mundial do Consumidor foi instituído em 1962, quando o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, apresentou ao Congresso americano uma mensagem histórica que delineava direitos fundamentais dos consumidores: segurança, informação, de -escolha e de ser ouvido. Esta mensagem serviu como catalisador para o reconhecimento global da importância dos direitos dos consumidores. No Brasil, a celebração do Dia do Consumidor e a extensão para Semana ou Mês fortalecem a conscientização sobre o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que é um dos pilares da proteção para quem compra no país desde sua promulgação em 1990. O CDC é reconhecido por oferecer uma das legislações mais abrangentes e robustas mundialmente, assegurando aos consumidores brasileiros uma vasta rede de proteção. Durante a Semana do Consumidor, várias entidades governamentais, organizações de defesa do consumidor e instituições privadas se mobilizam para promover campanhas educativas e de conscientização. Essas ações buscam não apenas informar o consumidor sobre seus direitos, mas também incentivá-lo a adotar práticas de consumo mais conscientes e éticas. Os consumidores são encorajados a verificar a procedência de produtos, entender suas garantias e a tomar decisões de compra baseadas em informações completas e precisas. Esse tipo de educação é vital, considerando o ambiente de mercado dinâmico e em rápida mudança. Procon atua na defesa e esclarecimento do consumidor A Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) é o órgão pela proteção dos direitos do consumidor. O Procon ajuda e orienta a defesa do consumidor comum, além de fiscalizar as relações de consumo. Canela conta com uma unidade da procuradoria que também é referência para outras cidades da região. Levantamento da instituição aponta que descontos indevidos para aposentados e pensionistas do INSS, problemas de oferta de serviços e produtos em âmbito geral devido a não leitura de contratos antes da assinatura na hora da contratação são as principais queixas feitas ao Procon de Canela. “O consumidor acreditava estar contratando algo, mas não conferiu se no papel em que assinava a informação conferia com o informado pelo vendedor”, explica a Coordenadora do Procon Municipal de Canela, Deisi Eliani Stange.Segundo ela, o Procon percebeu um aumento no número de reclamações de consumidores nos últimos anos. “Como o órgão é consideravelmente novo na cidade, três anos e meio, as pessoas começam a conhecer e buscar o Procon para auxílio. Questões financeiras, problemas com eletrodomésticos e aquisição de veículos usados são as reclamações que mais cresceram nos últimos anos”, ressalta Deisi. Ela destaca exemplos de soluções bem sucedidas para reclamações comuns de consumidores e como o PROCON contribui para essas resoluções. “Tivemos muitos casos neste último ano de Associações que descontam valores indevidamente dos beneficiários do INSS e este órgão, após contato com as empresas caso estas não tenham contratos assinados pelos pensionistas e aposentados, tem com sucesso conseguido a devolução em dobro desses valores descontados indevidamente”, conta Deisi. “Em se tratando de dificuldades que os consumidores encontram para acionar a garantia e reparo dos produtos dentro do prazo previsto também conseguimos exigir das empresas o reparo do produto ou a devolução do valor pago pelos consumidores”, conta a coordenadora. Impacto comercial e estratégias de mercado Sob uma ótica mercadológica, a Semana do Consumidor é vista como uma oportunidade valiosa para os estabelecimentos comerciais. Inspirados em eventos como a Black Friday, muitos varejistas oferecem promoções substanciais, tanto nas lojas físicas quanto em plataformas online. É uma oportunidade para as empresas não apenas aumentarem suas vendas, mas também melhorarem o relacionamento com os clientes. Os consumidores, por sua vez, são atraídos por estes incentivos, mas as empresas se empenham em promover mais do que meras vendas: elas buscam fortalecer a lealdade à marca e aumentar o engajamento do cliente por meio de experiências de compra positivas. Perspectivas culturais e econômicas Culturalmente, a Semana do Consumidor no Brasil tem um papel duplo: ela reforça o compromisso com a proteção e conscientização do consumidor enquanto estimula o crescimento econômico através de atividades comerciais. As promoções e campanhas realizadas durante a semana têm o potencial de impactar significativamente o mercado, com muitos negócios ajustando suas estratégias para capturar a atenção de um público cada vez mais sofisticado e exigente. Dessa forma, a Semana do Consumidor não é apenas um período de anúncios de descontos ou vendas, mas um lembrete constante do valor e dos direitos de cada consumidor, promovendo um ambiente de mercado mais justo e equilibrado. Seja por meio de promoções comerciais ou campanhas educativas, essa celebração busca, ano após ano, ampliar o conhecimento e a proteção dos consumidores, assegurando que suas vozes sejam ouvidas em todos os setores da economia. DICAS PARA NÃO CAIR EM GOLPES ONLINE O comércio online de produtos eletrônicos cresceu exponencialmente nos últimos anos, mas ao contrário do que se pensa, essa atividade não resulta em muitas queixas ao Procon em razão de eventuais defeitos nos equipamentos eletrônicos. “O comércio eletrônico em si não gera muitas reclamações, mas sim a maior possibilidade de golpes devido à vulnerabilidade das pessoas de baixa instrução”, revela Deisi. Ele dá como dicas para evitar ser vítimas de golpes de comércio eletrônico pela internet, verificar se o site tem reclamações no Google ou no Reclame Aqui, se outras pessoas já compraram nessa plataforma e receberam. Se a descrição dos produtos é exatamente aquilo que o cliente adquiriu, se o destino do valor pago corresponde ao nome da empresa que vendeu o produto, para evitar golpes de pagamento. “E principalmente, estar atento no momento da entrega se o produto corresponde ao adquirido ou se veio com algum problema ou defeito de fabricação e imediatamente recusar o
Nova Época na Escola
O projeto “Nova Época na Escola” enriquece o aprendizado ao conectar alunos ao jornalismo impresso, desenvolvendo pensamento crítico e habilidades de análise. Com um enfoque em questões locais, o projeto se estabelece como uma ponte entre educação e vida cotidiana.
Presídio de Canela segue interditado
PRESÍDIO está fechado desde 11 de fevereiro A interdição total do Presídio Estadual de Canela (Pecan) em vigor desde 11 de fevereiro segue impactando diretamente no trabalho das forças de segurança da região, em especial de Canela e Gramado. A interrupção do ingresso de detentos na cadeia foi determinada pela responsável pela 2ª Vara de Execuções Criminais Regional, em Caxias do Sul, juíza Paula Moschen Brustolin. A magistrada considerou que o estabelecimento prisional estava superlotado, operando com capacidade acima de 200% do número máximo de apenados previsto para serem abrigados na única galeria de celas do Pecan. A edificação foi construída inicialmente para 60 vagas, mas a estrutura foi ampliada para 80 vagas. Durante uma fiscalização, Paula constatou que a cadeia estava com 220 presos recolhidos, fator que motivou a interdição. A juíza determinou que 60 apenados fossem transferidos para outras unidades do sistema prisional. Com a medida, ficou estabelecido que até 160 criminosos seguirão recolhidos no Pecan. Até o dia 27 de fevereiro, 29 detentos já haviam sido encaminhados para outros estabelecimentos prisionais no Estado. Desde que as grades do Pecan foram fechadas para receber novos detentos, os criminosos capturados em flagrante pela Brigada Militar (BM), Polícia Civil detidos em solo canelense ou gramadense ou por ordem judicial passaram a ser encaminhados para a Penitenciária Estadual de Caxias do Sul (PECS), na localidade de Apanhador. Com isso, um novo obstáculo passou a fazer parte da rotina da polícia judiciária trazendo a tona preocupante possibilidade de detentos começarem a serem custodiados dentro viaturas policiais. O chefe da Polícia Civil na região, delegado Gustavo Barcellos manifesta preocupação e revela que até a atual interdição do Pecan, os detentos do sexo masculino encaminhados para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), eram escoltados por agentes até o Pecan, sem prejudicar os trabalhos da corporação. “Essa interdição já está trazendo e se perdurar trará ainda mais prejuízos à segurança pública da Região das Hortênsias. Após o término dos atos de polícia judiciária na DPPA, os presos eram levados imediatamente para o presídio de Canela, não ficavam na delegacia por tempo desnecessário”, conta Barcellos. TRANSPORTE Um dos reflexos da interdição está relacionado ao transporte de novos apenados até a PECS. Como a Polícia Penal não está mais recebendo detentos no Pecan, a Polícia Civil vem realizando o transporte dos apenados até Caxias do Sul. “Nós entendemos que na decisão judicial de interdição, deveria constar expressamente que a Polícia Penal é responsável pelo transporte dos presos”, avalia o delegado. “Não é trabalho, não é atividade, não é função da Polícia Civil realizar este transporte, este transporte é uma atribuição da Polícia Penal”, complementa Barcellos. PRESOS PODERÃO FICAR RETIDOS EM VIATURAS A juíza da 2ª Vara de Execuções Criminais Regional, Paula Moschen Brustolin, ainda não definiu a responsabilidade da escolta no encaminhamento de detentos de Canela ou Gramado até a Penitenciária de Caxias do Sul. “Se for mantida a interdição estamos pleiteando que a Polícia Penal faça o transporte dos presos. Se não for assim, nós vamos ter problemas mais sérios porque os presos estão ficando na DPPA. Não tem como a equipe de plantão da DPPA deslocar com presos, com a rapidez que era em relação ao Presídio de Canela, para Caxias do Sul”, afirma Barcellos. O delegado regional alerta que a Delegacia de Pronto Atendimento não tem estrutura para abrigar presos e que eles acabam ficando até mais de um dia nas celas destinadas a custódia provisória, até serem encaminhados para a PECS, situação considerada por ele como inadequada. “Nós não temos alimentação, não temos medicação. Os presos estão ficando mais tempo do que o necessário na DPPA para que no dia seguinte, a gente consiga levar para o presídio do Apanhador”, ressalta o delegado. DELEGADO Regional Gustavo Barcellos Com a necessidade de escoltar detentos a Caxias do Sul, atividades de policiais como investigações criminais e conclusão de procedimentos policiais podem acabar sendo retardadas. “Como não temos estrutura na DPPA para abrigar presos por um tempo maior, por segurança há um limite. Se chegarmos a esse limite, não entra mais nenhum preso”, afirma Barcellos. Sobre a possibilidade de presos terem de aguardar em viaturas o atendimento e encaminhamento ao sistema prisional, o Delegado Gustavo Barcellos disse “desejamos que jamais volte a ocorrer, por isso estamos pleiteando que os presos entrem no Presídio de Canela e de lá sejam transferidos pela Polícia Penal”. “É uma decisão que nós respeitamos, mas não concordamos com o fato de que ficou a cargo da Polícia Civil o transporte desses presos para o Apanhador. Nós estamos pleiteando e já oficiamos para que a Polícia Penal assuma essa responsabilidade, e faça ao transporte desses presos para as penitenciárias que forem definidas”, informa o delegado regional. Recentemente a cela de detenção provisória da DPPA chegou a sua capacidade. O próximo preso teria que aguardar transferência detido dentro de uma viatura. “Uma hora pode vir a acontecer se seguir essa interdição da forma como posta” alerta Barcellos. ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS EM RISCO O degelado regional ressalta que em razão de presos ficarem alocados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) em Gramado, por um tempo maior do que o necessário, o atendimento de ocorrências pode acabar comprometido. Segundo Barcellos, a DPPA é um órgão que atende as comunidades de Gramado, Canela, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula, Cambará do Sul e Picada Café. “Não é um lugar para termos presos por mais tempo que o necessário porque isso pode prejudicar o atendimento à comunidade, prejudicar a investigação e prejudicar até mesmo a liberação das guarnições ou das próprias equipes da Polícia Civil, porque além de cuidar de ocorrências, nesse momento nós estamos tendo que cuidar de presos” comenta ele. A autoridade policial adverte que todos os benefícios oferecidos pela DPPA, como atendimento em tempo integral e com rapidez, liberando as equipes e as guarnições de segurança púbica para voltarem às suas atividades, estão sob risco porque o transporte de presos até Caxias do Sul tornou-se responsabilidade da Polícia Civil.
O prazer de uma boa xícara de café, quem resiste?
Eu responderia à pergunta do título dizendo: “realmente, o prazer de uma xicara de café bom e bem preparado é irresistível. Como também é irresistível um ambiente bem pensado para deixar as pessoas a vontade. Mais irresistível ainda, é ser recebido com simpatia e um sorriso, e melhor ainda se não precisar entrar em filas para pedir e para pagar. O Café Cultura nasceu com o propósito de democratizar o café especial no Brasil, e proporcionar uma experiência única. Com um método de extração clássico, ao mesmo tempo fácil e prático, preserva a totalidade dos óleos naturais e extrai o sabor do café por inteiro, proporcionando uma consistência mais densa e rica. Cafeteria moderna e aconchegante, ideal para encontros, reuniões e coworking, com foco em cafés especiais, brunch, café da manhã e da tarde, cardápio no estilo mini-bistrô, completo e variado para seu bem-estar. A ideia de escolher o pedido no totem de entrada, pagar e sentar-se para aguardar a entrega na mesa é superconfortável, tornando o lugar ideal para os momentos de conversas, encontros, para levar o notebook e trabalhar descansados ou simplesmente para pausar e apreciar a paisagem da vida passando ao lado da famosa Catedral de Pedra. Difícil é escolher apenas um item do variado e delicioso cardápio que oferece opções para todas as horas do dia. Por isso mesmo o Café Cultura de Canela é irresistível! Ah! E tem mais sim, tem produtos lindos para vender. Complementos charmosos para levar de presente para quem ama preparar seu próprio café. Pensando em ser impecável sempre, a franqueadora possui um Programa de Excelência, com o qual avaliam os pilares essenciais para as suas lojas: operação, atendimento e resultado. Este programa tem grande ênfase em aperfeiçoar rotinas, envolver e treinar as equipes, além de encantar os consumidores do Café Cultura em todos os canais de contato com a marca, buscando cada vez mais um atendimento inigualável e que deixe um impacto positivo na vida das pessoas. E foi por atender a todos esses quesitos que o Café Cultura da Casa Auxiliadora de Canela conquistou o primeiro lugar no programa por excelência e gestão recebendo a Medalha de Ouro de 2024 ficando em primeiro lugar entre as 45 lojas franqueadas do Brasil! Parabéns à Patrícia Picoli e Rafael Zílio por entregar à Canela mais um estabelecimento de sucesso e à Laís Macedo Machado por seu desempenho na linha de frente desse maravilhoso lugar. Café Cultura Praça Matriz, 40 – loja 08 – Centro, Canela (54) 99676-7868 Escolha que promete uma grande festa Nesta semana que passou foi a vez da ACIC escolher o cardápio do seu jantar comemorativo dos 80 anos da entidade. Como sempre, buscando proporcionar aos associados a melhor qualidade em tudo o que faz escolheram nada mais nada menos que o buffet do Capullo Eventos assinado pela renomada chef Roberta Rech. Descobrimos o cardápio para a grande ocasião para já deixar todos com água na boca: Coquetel Volante Tartelette de queijo com presunto parma Croqueta de carne defumada com geleia de pimenta Mini quiche de alho poró Dadinho de tapioca Canapé de tartar de filé com molho dijon Entrada Salada de folhas, peras assadas com mel e tomilho, mousse de gorgonzola e nozes Prato Principal Filé mignon, molho demi-glace com cogumelos castanhos e mil folhas de batatas Sobremesa Blondie com pistache e calda de doce de leite acompanhado de sorvete de morango Jantar 80 anos da acic Garanta seu convite, as vagas são limitadas:R$ 260,00 (com todas as bebidas incluídas).Saiba mais: (54) 98121 7722
Social da Samanta – 667
No bat mais alto da América Latina, o Sky Bar, o canelense Ricardo Prux Prezzi Foto: Divulgação Costa do Sauípe, na Bahia, foi cenário de momentos incríveis e merecidos para Paula Lira! Foto: Divulgação Cati Licks festejou seus 46 anos em um momento único entre amigas, no Cais Embarcadero! Foto: Divulgação Mathias, Carol e Guilherme Corrêa Feldens, trigêmeos na terra mágica do Mickey Mouse! Foto: Par Fotografia Dilce Scur, Michele Scur Dalateia, Junior Scur Dalateia e Gabriela Scur Dalasteia celebram 45 anos da Scur Pizzaria Foto: Divulgação
Social da Bina – 667
Festuris em terras lusitanas: Sérgio Prade, Cibele Marcon e Marta Rossi foram para a BTL Lisboa Foto: Divulgação FESTIVAL São Francisco de Paula recebe de 21 a 23 de março a primeira edição do Mississippi in Concert. Serão três dias de uma programação intensa, inspirada nos festivais sulistas norte americanos, com curadoria e produção do Mississippi Delta Blues Festival. O evento terá quatro palcos oficiais, sendo três deles gratuitos, por onde passarão artistas regionais, nacionais e o destaque internacional, a cantora Lo Steele. No lançamento do Villagio Trends, evento de moda que ocorre dias 26 e 27 em Caxias do Sul, a diretora de Educação e Cultura da CIC, Gilda De Ross; o coordenador do Curso de Moda da UCS, Renan Isoton e a representante do Sebrae, Fabiana Zin Foto: Leandro Araújo Lo Steele é uma das atrações do Festival Mississipi em São Chico Foto: Júlia Varga Any Brocker foi uma das palestrantes do Fórum Panrotas, em São Paulo. Com ela estiveram a agente comercial Ândrea Lacerda e a gerente de marketing do Grupo Brocker Susan Schaumloeffel Foto: Divulgação Prefeito Nestor Tissot, o coelho Pascoalino, e a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Volk no lançamento da Páscoa em Gramado, evento que inicia dia 28 de março Foto: Cleiton Thiele
Carnaval ou trilha
Na minha juventude, o carnaval era um acontecimento aguardado com a ansiedade típica da idade. Era uma semana de folia, bebedeiras medonhas, brigas, namoros, quilômetros rodados no salão do clube Serrano, fantasias com os amigos e muita alegria. A minha turma de infância, assim como outras de gerações diferentes, organizou diversos blocos, alguns hilários, como Os Metralha e outros. Vestidos como os larápios trapalhões da história em quadrinhos, harmonizávamos bumbo, cuíca, cacheta, tarol e aquela vontade de desfrutar os 10 minutos de atenção, quando tudo parava para o desfile. Depois da apresentação, riso e diversão motivados pela fantasia e os erros da nossa bateria. Hora de relaxar, beber e apreciar os outros grupos. Momento único, esperado e curtido ao máximo. O tempo foi passando e as coisas atraentes desta folia foram sumindo devido à troca de cidade, da dispersão natural dos amigos em função de estudos em locais distantes, e esta diversão anual foi para segundo plano. Novas aventuras e perspectivas foram surgindo em função do curso de Biologia recém iniciado e a natureza, com seus infinitos caminhos, carregou-me para um novo salão, não os de bailes, mas um contendo a incrível possibilidade de imersão e descoberta das coisas da vida – a natureza. Substituí, naturalmente, uma coisa pela outra, mas nunca esqueci das alegrias dos bailes e possibilidade de relacionamentos que neles havia. O barulho dos tambores foi trocado pelos sons naturais encontrados em lugares onde me embrenhava, tanto só como acompanhado de um grupo pequeno, com o mesmo propósito. Fui conhecendo lugares que me marcaram profundamente e me estimularam a seguir por aqueles atalhos invisíveis de prazeres, só encontrados na natureza. Até hoje me mantenho fiel aos encantos do grande salão natural, assim como conheço amigos que ainda apreciam os bailes de carnaval, mesmo não tendo aquela energia de antes. Uma vez identificado o gosto pessoal por alguma atividade, este se mantém ao longo da vida sem esforço. Seja o carnaval ou a trilha, o importante é participar com gosto e extrair do evento o máximo de prazer, pois é esta adrenalina vertida no sangue a única responsável por nos fazer pensar e planejar a próxima saída a campo, ou um novo tema para a fantasia de um bloco para embalar uma noite num salão de clube.
MUITO MAIS QUE LAÇADAS
UM PIQUETE onde as mulheres ganham atenção e troféus Na edição passada do Nova Época, quando pensava em dedicar um espaço desta coluna ao Dia da Mulher, soube do empenho de um grupo de canelenses ligados à tradição que valorizam sobremaneira a participação feminina na sua agremiação. As atividades do Piquete de Laçadores Presilha Serrana, no entanto, são dignas de ser mostradas também por outros aspectos. O piquete, cujo patrão é Bernardino Moura Sales, dentre os 19 existentes em Canela, talvez seja um dos que mais se orgulha em afirmar que, mais que ser formado por 40 membros, é constituído por 16 famílias. “A transparência nas decisões e no relacionamento entre todos é uma das razões de o Presilha Serrana ser um valioso ponto de encontro e nas nossas reuniões os homens e as mulheres decidem sobre ações que podem contribuir para a comunidade”, diz a integrante Ângela Perotto. O encorajamento às mulheres que não têm ou tinham nenhum envolvimento com as coisas do gauchismo é uma das características do piquete. As que foram, com os filhos, “se aprochegando” ao Presilha Serrna por uma questão de parentesco ou para acompanhar o companheiro, hoje participam de cavalgadas. O número de 16 prendas é significativo, algumas delas boas de laço e ganhadoras de troféus. O mesmo acontece com crianças que se destacam dentro e fora de Canela em competições de vaca parada. CAVALARIANAS do Presilha Serrana Fato importante no Presilha da Serra, criado em 2.000, é o respeito à diversidade, valorizando a participação de portadores de Síndrome de Dawn (como Jean Macedo) e autismo entre seus atuais e futuros peões ativos. Conhecedora da equoterapia e da educação inclusiva, a professora Ângela Perotto enfatiza que o contato com o grupo e com o cavalo favorece o desenvolvimento dessas pessoas e há casos comprovados deste sucesso no Piquete. Estimular o culto à tradição gaúcha e deixar um legado também são finalidades do grupo, que apadrinhou a criação e até hoje apoia o DTG Presilha Mirim, formado por crianças da Escola de Educação Infantil Eva Alzira Bianchi Nunes, de Canela. O QUE SÃO OS PTGS Entidades agregadoras de indivíduos que cultivam o tradicionalismo, os Piquetes Tradicionalistas Gaúchos (PTGs) são grupos que cultuam os costumes dos antepassados, promovem ações de integração entre os membros, como as provas de laço, e participam de cavalgadas e do mais importante desfile gaúcho, o do 20 de setembro. O piquete não tem a obrigatoriedade do vínculo com algum Centro de Tradições Gaúchas e não tem a sua atividade pautada nas normas ditadas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, mas seguem normas da RT – Região Tradicionalista. O funcionamento de um piquete pode ser semelhante ao de um CTG, mas a estrutura é menor, muitas vezes sem uma sede e há diversos casos de PTGs que tornaram-se CTGs. JEAN Macedo e um jovem colega do Piquete DE KOMBI NO MUNDO – XXIII Rafael Pereira de Almeida (gaúcho radicado em Guarulhos e agora em sua casa sobre rodas) e o carioca Eduardo José Rodrigues Santos chamam a atenção dos apreciadores de motor-homes pela raridade do veículo com que estão viajando pelo Brasil. Rafael e Eduardo A Kombi Karmann Ghia Safari ano 1984 que Rafael adquiriu em 2024, que chama de Fênix, é a de número 353 de uma série em que só foram fabricadas 500 unidades, verdadeira casa móvel artesanal com um aproveitamento interno otimizado que lembra os similares grandes. O projeto é superior aos das Kombis adaptadas graças à otimização de espaço e acabamento. A atual viagem dos empresários, de São Paulo a Canela, teve o start em janeiro mas está programada para finalizar em dezembro, em Manaus. Eduardo já viajou muito de moto, Rafael foi comissário de bordo em aviões e tripulante em navios de cruzeiros. Conhecem, portanto, o valor de ver sempre novos horizontes sem necessitar de muitos metros quadrados de alojamento para ser felizes. Acompanhe-os em www.youtube.com/@HORIZONTESOBRERODAS
Do excepcionalismo ao pessimismo
Benjamin Graham, ao criar a famosa parábola do Sr. Mercado em “O Investidor Inteligente”, nos apresentou um investidor fictício extremamente emocional e volátil, que oscila entre otimismo exagerado e pessimismo absoluto. Sempre me lembro do bipolar Sr. Mercado quando há uma guinada de humor nos mercados, como a que presenciamos nos últimos dias. Desde a eleição de Trump até recentemente, o consenso do mercado era a tese do excepcionalismo americano, embasada no PIB em crescimento, um mercado de trabalho robusto, a inflação desacelerando, empresas superando expectativas de lucro e bolsas renovando máximas históricas. Mas, da noite para o dia, o Sr. Mercado enfureceu, e o S&P 500, principal índice americano, entrou oficialmente em território de correção, acumulando uma queda de aproximadamente 10% desde seu último topo recente. O principal catalisador dessa reviravolta tem sido o retorno das tarifas comerciais, impulsionadas por Donald Trump. O anúncio de taxação mais agressiva sobre importações reacendeu os temores de uma guerra comercial global, especialmente contra países com os quais os EUA mantêm déficits comerciais significativos. Além disso, cresce a preocupação de que essas medidas possam desacelerar a economia americana, elevando o risco de uma recessão e trazendo pressão inflacionária – um cenário clássico de estagflação, nada favorável para os ativos de risco. A reação do mercado não se deve apenas ao impacto econômico direto das tarifas, mas também à incerteza que elas trazem para a política econômica e para as cadeias produtivas globais. Para agravar ainda mais o mau humor do nosso velho instável, algumas associações com a Smoot-Hawley Tariff Act de 1930 começaram a circular nos últimos dias. Para quem não conhece, Smoot-Hawley foi uma lei que elevou drasticamente as tarifas sobre milhares de produtos importados nos EUA, agravando a Grande Depressão de 1929 ao desencadear retaliações comerciais e uma forte contração no comércio global. Naquela época, porém, os Estados Unidos tinham um superávit comercial significativo e uma população incapaz de consumir tudo o que era produzido internamente, tornando a economia altamente dependente das exportações. Hoje, a realidade é oposta: os EUA apresentam um dos maiores déficits comerciais da história, importando muito mais do que produzem. Comparar os efeitos da Smoot-Hawley com os da atual política tarifária de Trump pode ser um erro, mas isso não significa que as tarifas sejam inofensivas – tampouco que eu tenha deixado de acreditar no liberalismo econômico. Mais do que uma política puramente protecionista, as tarifas impostas por Trump parecem ser um instrumento duro de negociação. O caso do Canadá é um exemplo claro: inicialmente, o governo americano anunciou um aumento significativo nas tarifas sobre o aço e o alumínio canadenses e, diante da retaliação de Ontário com uma sobretaxa de 25% sobre a eletricidade exportada para os EUA, ameaçou elevar ainda mais as barreiras. Em resposta, o Canadá recuou rapidamente e ajustou sua política energética. Mesmo que essa estratégia esteja longe de ser um jogo “limpo”, o que isso sugere é que a guerra comercial pode não ser o objetivo final do presidente Trump, mas sim uma tática para forçar negociações mais favoráveis aos EUA. Ainda assim, os mercados detestam incerteza, e essa abordagem apenas alimenta ainda mais a volatilidade recente. Howard Marks, em seu conceito do “pêndulo dos mercados”, também nos ensina que os mercados raramente estão em equilíbrio: eles oscilam entre extremos de otimismo e pessimismo. O desafio para os investidores é saber reconhecer quando o pessimismo se torna exagerado e precifica ativos de qualidade abaixo de seu valor justo. Não vejo fundamentos para uma guinada econômica tão drástica nos EUA, embora a guerra tarifária tenha sim consequências negativas iniciais tanto para a principal economia do mundo quanto para o restante. Ainda assim, uma percepção mais cautelosa, diante de uma expectativa extremamente otimista no passado recente, pode até ser saudável. Estamos muito mal acostumados com mercados acionários americanos ascendentes e sem volatilidade. Isso não é normal! Não sejamos tão instáveis quanto o Sr. Mercado. Sua volatilidade pode ser angustiante, mas para aqueles que mantêm a racionalidade, ela também oferece oportunidades que não víamos há muito tempo, especialmente em alguns papéis de tecnologia (que eu não tinha coragem de ter até então). *Isso reflete a opinião pessoal da escritora e não pode ser interpretado como recomendação de investimento.
Conexão Internacional: Rio Grande do Sul Destaca-se no Agro em Punta 2025
Estande do RS De 5 a 7 de fevereiro, no Centro de Convenções de Punta del Este, ocorreu o Agro em Punta 2025, reunindo importantes atores do setor de agroturismo. Durante o evento, a colunista Carla Bohrer recebeu no estande do Rio Grande do Sul inúmeros empresários interessados no potencial turístico da região da Serra Gaúcha. Empresas como Castelo Sant Andrews, Vert Imobiliária, Chocolate Caracol, Revista FESTURIS e Coelho Café Colonial foram apresentadas, destacando a rica oferta do estado. Essa interação já está rendendo frutos, com diversas delegações confirmando visitas a Canela, Gramado, São Francisco de Paula e a região da Uva e do Vinho em maio e agosto, sincronizando com a Expointer em Esteio. A presença dos visitantes ressalta o crescente interesse em estabelecer conexões e prospectar futuros negócios no Rio Grande do Sul. Autoridades de Punta del Este, incluindo membros da Intendência de Maldonado, receberam convites para a Festa do Pinhão em São Francisco de Paula, em junho, sinalizando o fortalecimento das relações entre as regiões. Novos investimentos no setor de hotelaria em Punta del Este pelos empresários gaúchos estão a caminho, assim como interesse uruguaio em investir em imóveis no Rio Grande do Sul. Com Florencia Plada e Virginia Rojas da Direção de Turismo da Intendência em Maldonado EDT 2025: Evento de Destaque no Turismo Internacional O EDT 2025 está programado para ocorrer no dia 20 de setembro, com Carla Bohrer à frente da responsabilidade de comercializar e divulgar o evento no Brasil. A apresentação oficial está marcada para abril, destinada à imprensa, empresários de diversos setores e secretárias de turismo. A missão do evento é reunir os principais atores do turismo nacional e internacional, promovendo a inovação, o intercâmbio de ideias e a colaboração em um ambiente de alto nível. Essa iniciativa visa não apenas destacar a participação da Região Sul do Brasil, mas também fomentar trocas internacionais e fortalecer as relações comerciais no setor turístico.