Abelhas, beija-flores e morcegos

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Foto: Iupac/Pixabay

Insetos voam há milhões de anos, muito antes das aves e morcegos. Uma abelha, com suas quatro asas, desenvolveu habilidades extraordinárias aliando velocidade e manobrabilidade, aquela capacidade de ter o controle de suas manobras, podendo virar, subir, descer, parar, tudo associado ao seu modo de vida. Só voar não basta. O dono das asas tem que ter o domínio do movimento, do contrário, pouco lhe serviria o dom. Imagine uma pitangueira, carregada com centenas de pequenas flores,tendo que receber a visita de algum inseto que não pudesse voar. Ele teria que se deslocar pelo emaranhado de galhos e folhas até chegar em uma flor, o que tornaria o trabalho excessivamente custoso.

Foto: Veronika Andrews/Pixabay

Os beija-flores, aves nativas da América tropical e subtropical, com apenas duas asas, têm as mesmas habilidades de voo das abelhas e, igualmente, podem escolherem as melhores flores na busca de néctar e pólen. Com seus longos bicos curvos, conseguem penetrar em flores tubulares, longas e de acesso impossível a outros insetos, sendo assim, beneficiadas.

Os morcegos, mamíferos de pequeno porte, igualmente desenvolveram asas. Estas, ao contrário das aves e abelhas, são formadas por membranas de pele entre seus dedos das mãos e braços. Há, entre as muitas espécies, aquelas que também se nutrem de néctar e assim visitam flores de muitas espécies. Para minimizar a competição, o fazem à noite, quando abelhas e beija-flores dormem. Outras espécies de morcegos gostam de frutos e, quando em voo, defecam e liberam as sementes em novos lugares, garantindo sempre novas árvores frutíferas.

Angeles Balaguer/Pixabay

A evolução dotou alguns indivíduos com estruturas semelhantes (asas) em corpos muito diferentes, com os mesmos objetivos: permitir o voo e o fácil acesso às flores. Isso facilitou o transporte do pólen de uma planta a outra e aumentou o sucessor reprodutivo das plantas. As araucárias, cujas flores não têm néctar para atrair insetos, o fazem utilizando o vento da primavera.

A vida é repleta destes exemplos de soluções semelhantes aplicadas em espécies diferentes. Parece que as plantas “direcionaram” a evolução das espécies para lhes proporcionar visitas de insetos, aves e morcegos capazes de garantirem, através da fecundação e a posterior produção de sementes, sua próxima geração. O néctar, substância adocicada e rica em nutrientes, foi a tática que elas desenvolveram para ter os seus fiéis visitantes. Uma florada sem eles é uma safra sem frutos, sem grãos, sem vida, sem mel.

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