Atropelado pelos Fatos

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Eu havia me programado para escrever sobre o baile de 80 anos da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Canela), que, aliás, foi um encontro maravilhoso de várias gerações. No entanto, infelizmente, fomos atropelados pelos acontecimentos e desdobramentos que ocorreram nos últimos dias.

A prisão de um vereador, no início de seu mandato, em decorrência de fatos que ocorreram no ano passado, aparentemente, durante o período entre as enchentes de maio e as eleições municipais, pegou a todos de surpresa.

Talvez “surpresa” não seja o termo mais apropriado. Quem acompanhou os escândalos dos últimos anos, aliados ao estado lamentável em que o governo Constantino deixou o município de Canela, não se surpreende. Infelizmente, toda a impressão que eu tinha e que externei, inclusive neste espaço, se confirmou. Havia um desespero e uma apreensão muito grandes entre os integrantes do antigo governo em relação à perda das eleições. Parecia óbvio que eles sabiam que seria quase impossível consertar todos os problemas e pendências deixadas após o processo eleitoral.

Os fatos foram se avolumando, e cito aqui um deles: a entrada em cena do Ministério Público, que decidiu interromper a farra dos projetos especiais que passaram na câmara em pleno apagar das luzes do ano de 2024. Aquilo, para mim, já indicava que algo não estava certo.

Agora, temos esse fato bizarro, para dizer o mínimo, de uma moradia popular encontrada na propriedade do vereador Joãozinho. Tudo ainda são suposições, mas o fato consumado é que havia, sim, na propriedade do vereador, um imóvel popular que não lhe pertencia. Segundo o processo, a casa, que havia sido destinada a uma família carente, acabou indo parar na propriedade rural do vereador.

Teremos dois processos que correrão em paralelo: um criminal, que ficará a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público, e outro político, que será conduzido pelos vereadores. O processo na câmara avaliará a quebra do decoro parlamentar por parte do vereador, e não o crime em si, ou sua tipificação no Código Penal.

Portanto, a velocidade da justiça não deve ser a mesma do julgamento político. Espero que os vereadores não utilizem novamente a muleta do processo no judiciário para alegar a morosidade do trâmite do processo de cassação na câmara. A câmara tem o poder de promover diligências, interrogar testemunhas e também o investigado. Espero que, desta vez, tenhamos um processo sério, condizente com a gravidade do caso, ao invés de um teatro corporativista como já presenciamos em outras situações. Cabe aos vereadores, neste caso, serem os juízes, por mais doloroso que isso possa ser. Afinal, não está apenas em jogo a imagem do vereador acusado, mas sim a imagem e a seriedade de todo o legislativo canelense.

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