(Com olhos e ouvidos atentos…)
Para início de começa, um verso do nosso poeta Mário Quintana, em “Outono”:
“É uma borboleta amarela?
Ou uma folha que se desprendeu e não quer tombar?
No livro do I Ching, os elementos fundamentais da natureza (terra, fogo, água e ar) se combinam e mostram-se em ciclos distintos configurando, assim, as 4 estações do ano. O outono, faz parte de um ciclo que inicia após verão e termina com a chegada do inverno.
O chamado “equinócio” de outono com dias e noites com o mesmo tempo de duração, acontece no Hemisfério Norte dias 22/23 de setembro e, para nós no Hemisfério Sul, dias 22/23 de março.
De acordo com Mônica Petroni, em “O simbolismo do Outono”, a palavra “equinócio” vem do latim aequus (igual) e nox (noite), referindo-se à dias e noites, relativamente iguais.
E o outono, como é de se esperar, não passa despercebido aos poetas, contando e cantando as belezas da estação…
“Perdoa-me folha seca, / não posso cuidar de ti.
Vim para amar nesse mundo, / e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores / pelas areias do chão
se havia gente dormindo / sobre o próprio coração?”
“Coração de outono” (Cecília Meireles).
“Do meu outono os desfolhos, / os astros do teu verão,
A languidez de teus olhos / inspiram minha canção”.
(Álvares de Azevedo).
Uma poesia que gosto muito e que já transcrevi aqui outra vez:
“Neste outono tão azul, / tão de leve o tempo avança.
As horas não correm, dançam / enquanto o tempo descansa.
(……………….).
“Melancolias de Outono” (Luiz Coronel).
Em todas as culturas – das tradicionais e antigas às mais modernas e atuais – os ciclos da natureza foram (e ainda são) base de todos os aspectos da vida. Assim, vemos ainda nos dias de hoje, a influência das estações do ano na alimentação, costumes, etc.
De olhos e ouvidos atentos às previsões do tempo, o homem sempre observou todas as estações do ano, estando cada uma intimamente ligada aos seus hábitos, usos e costumes.
Como bem observamos aqui no Rio Grande do Sul… a nossa terra!